A Cidade sem Judeus: Um Romance de Depois Amanhã
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Bol
Publicado originalmente em 1922, A Cidade sem Judeus: Um romance de depois de amanhã, de Hugo Bettauer, é um dos romances mais provocadores da literatura austríaca do século XX. Misturando sátira política, ficção distópica, crítica social e humor sombrio, Bettauer imagina uma Viena dominada por políticos antissemitas que decidem expulsar todos os judeus da cidade. A princípio, a medida é recebida com entusiasmo. Deputados, comerciantes, jornalistas e cidadãos comuns acreditam que a exclusão resolverá todos os problemas nacionais. Mas, pouco a pouco, a cidade "purificada" começa a definhar. Sem os judeus, a economia perde dinamismo, a vida cultural se empobrece, os teatros e hotéis entram em crise, os negócios minguam e a sociedade vienense se vê diante do vazio criado por sua própria violência. A farsa política transforma-se em retrato cruel de uma sociedade que precisa inventar inimigos para esconder sua decadência. Escrito no clima turbulento da Áustria do pós-Primeira Guerra Mundial, A Cidade sem Judeus é uma obra central para leitores interessados em antissemitismo, história judaica, Viena, literatura austríaca, Europa entreguerras, nacionalismo, autoritarismo, propaganda política e crítica social. Embora concebido como sátira de costumes e romance popular, o livro impressiona pela força profética de sua premissa: uma política de expulsão apresentada como solução nacional e logo revelada como desastre moral, econômico e cultural. O romance tornou-se a obra mais famosa de Hugo Bettauer, foi traduzido para várias línguas e recebeu uma adaptação cinematográfica austríaca em 1924, dirigida por Hans Karl Breslauer. A história posterior do livro tornou-se inseparável da biografia do autor: pouco depois do lançamento do filme, Bettauer foi assassinado por um extremista antissemita, o que deu à sua sátira uma dimensão ainda mais sombria. Esta edição apresenta ao leitor brasileiro um romance ao mesmo tempo ágil, irônico e historicamente decisivo: uma obra sobre o ódio político, a fantasia de pureza nacional e o preço civilizacional da exclusão.
Publicado originalmente em 1922, A Cidade sem Judeus: Um romance de depois de amanhã, de Hugo Bettauer, é um dos romances mais provocadores da literatura austríaca do século XX. Misturando sátira política, ficção distópica, crítica social e humor sombrio, Bettauer imagina uma Viena dominada por políticos antissemitas que decidem expulsar todos os judeus da cidade. A princípio, a medida é recebida com entusiasmo. Deputados, comerciantes, jornalistas e cidadãos comuns acreditam que a exclusão resolverá todos os problemas nacionais. Mas, pouco a pouco, a cidade "purificada" começa a definhar. Sem os judeus, a economia perde dinamismo, a vida cultural se empobrece, os teatros e hotéis entram em crise, os negócios minguam e a sociedade vienense se vê diante do vazio criado por sua própria violência. A farsa política transforma-se em retrato cruel de uma sociedade que precisa inventar inimigos para esconder sua decadência. Escrito no clima turbulento da Áustria do pós-Primeira Guerra Mundial, A Cidade sem Judeus é uma obra central para leitores interessados em antissemitismo, história judaica, Viena, literatura austríaca, Europa entreguerras, nacionalismo, autoritarismo, propaganda política e crítica social. Embora concebido como sátira de costumes e romance popular, o livro impressiona pela força profética de sua premissa: uma política de expulsão apresentada como solução nacional e logo revelada como desastre moral, econômico e cultural. O romance tornou-se a obra mais famosa de Hugo Bettauer, foi traduzido para várias línguas e recebeu uma adaptação cinematográfica austríaca em 1924, dirigida por Hans Karl Breslauer. A história posterior do livro tornou-se inseparável da biografia do autor: pouco depois do lançamento do filme, Bettauer foi assassinado por um extremista antissemita, o que deu à sua sátira uma dimensão ainda mais sombria. Esta edição apresenta ao leitor brasileiro um romance ao mesmo tempo ágil, irônico e historicamente decisivo: uma obra sobre o ódio político, a fantasia de pureza nacional e o preço civilizacional da exclusão.
AmazonPagina's: 83, Paperback, Independently published
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