A Ciência da Fisionomia: ou O Lavater de Bolso
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Bol
A Ciência da Fisionomia, ou O Lavater de Bolso apresenta ao leitor uma síntese curiosa e historicamente reveladora da antiga arte de julgar o caráter humano a partir dos traços do rosto. Publicada em forma abreviada e acessível, a obra reúne ideias associadas sobretudo a Johann Caspar Lavater, um dos nomes mais célebres da fisionomia no século XVIII, e a Giambattista della Porta, autor renascentista que também se dedicou ao estudo das correspondências entre aparência exterior, temperamento e disposições morais. Hoje, a fisionomia pertence antes à história das ideias do que ao campo da ciência. Suas classificações, inferências e julgamentos não podem ser lidos como conhecimento psicológico ou antropológico válido no sentido moderno. Justamente por isso, porém, o livro conserva grande interesse histórico: ele permite observar como, entre a Renascença e o Iluminismo, muitos autores procuraram transformar impressões cotidianas sobre o rosto, o olhar, a testa, a boca, o nariz, o queixo e outros traços físicos em um sistema ordenado de interpretação do ser humano. A obra parte da convicção de que as paixões, os vícios, as virtudes e as disposições da alma deixam sinais no corpo. A partir daí, examina separadamente a cabeça, a testa, as sobrancelhas, os olhos, o nariz, a boca, o queixo, as bochechas, o cabelo e o pescoço, atribuindo a cada forma ou detalhe uma significação moral ou temperamental. Em seguida, apresenta uma série de fisionomias comentadas, além de comparações entre o homem e outros animais, recurso característico de uma tradição antiga que buscava analogias entre formas corporais e qualidades de caráter. Mais do que um manual de observação do rosto, O Lavater de Bolso é um documento sobre uma época que acreditava poder ler a interioridade humana na superfície do corpo. Nele se cruzam moral, estética, medicina antiga, filosofia natural, religiosidade e teorias dos temperamentos. A linguagem, muitas vezes sentenciosa e categórica, revela tanto o fascínio quanto os riscos de uma forma de pensamento que pretendia converter a aparência em destino. Esta edição em português oferece ao leitor brasileiro um texto breve, raro e significativo para a compreensão da história da fisionomia, da psicologia moral, das teorias do caráter e das antigas tentativas de classificar o ser humano por meio de sinais visíveis. É uma leitura especialmente útil para interessados em história das ciências, história da medicina, antropologia, filosofia, estética, literatura, criminologia histórica e estudos sobre as formas pelas quais o Ocidente tentou interpretar o rosto humano.
A Ciência da Fisionomia, ou O Lavater de Bolso apresenta ao leitor uma síntese curiosa e historicamente reveladora da antiga arte de julgar o caráter humano a partir dos traços do rosto. Publicada em forma abreviada e acessível, a obra reúne ideias associadas sobretudo a Johann Caspar Lavater, um dos nomes mais célebres da fisionomia no século XVIII, e a Giambattista della Porta, autor renascentista que também se dedicou ao estudo das correspondências entre aparência exterior, temperamento e disposições morais. Hoje, a fisionomia pertence antes à história das ideias do que ao campo da ciência. Suas classificações, inferências e julgamentos não podem ser lidos como conhecimento psicológico ou antropológico válido no sentido moderno. Justamente por isso, porém, o livro conserva grande interesse histórico: ele permite observar como, entre a Renascença e o Iluminismo, muitos autores procuraram transformar impressões cotidianas sobre o rosto, o olhar, a testa, a boca, o nariz, o queixo e outros traços físicos em um sistema ordenado de interpretação do ser humano. A obra parte da convicção de que as paixões, os vícios, as virtudes e as disposições da alma deixam sinais no corpo. A partir daí, examina separadamente a cabeça, a testa, as sobrancelhas, os olhos, o nariz, a boca, o queixo, as bochechas, o cabelo e o pescoço, atribuindo a cada forma ou detalhe uma significação moral ou temperamental. Em seguida, apresenta uma série de fisionomias comentadas, além de comparações entre o homem e outros animais, recurso característico de uma tradição antiga que buscava analogias entre formas corporais e qualidades de caráter. Mais do que um manual de observação do rosto, O Lavater de Bolso é um documento sobre uma época que acreditava poder ler a interioridade humana na superfície do corpo. Nele se cruzam moral, estética, medicina antiga, filosofia natural, religiosidade e teorias dos temperamentos. A linguagem, muitas vezes sentenciosa e categórica, revela tanto o fascínio quanto os riscos de uma forma de pensamento que pretendia converter a aparência em destino. Esta edição em português oferece ao leitor brasileiro um texto breve, raro e significativo para a compreensão da história da fisionomia, da psicologia moral, das teorias do caráter e das antigas tentativas de classificar o ser humano por meio de sinais visíveis. É uma leitura especialmente útil para interessados em história das ciências, história da medicina, antropologia, filosofia, estética, literatura, criminologia histórica e estudos sobre as formas pelas quais o Ocidente tentou interpretar o rosto humano.
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