A história da Ciência Econômica pode ser lida como a história das perguntas que diferentes gerações formularam sobre a condição humana diante da escassez. A Ciência Econômica é uma das disciplinas mais influentes da modernidade. Também é uma das mais debatidas. Ao longo de sua história, diferentes escolas procuraram explicar a produção da riqueza, a coordenação dos mercados, as crises econômicas, o desenvolvimento, as instituições e o comportamento humano. Clássicos, neoclássicos, keynesianos, estruturalistas, institucionalistas e economistas comportamentais construíram interpretações que, muitas vezes, foram apresentadas como incompatíveis entre si. Este livro propõe uma leitura diferente. Em vez de compreender a evolução da Economia como uma sucessão de paradigmas rivais, interpreta-a como um processo cumulativo de ampliação do conhecimento. Cada tradição respondeu a problemas específicos e acrescentou novas dimensões à compreensão da realidade econômica. Essa perspectiva conduz à formulação do Novo Homem Econômico, um agente que continua realizando escolhas sob restrições, mas cuja função utilidade incorpora não apenas objetivos materiais, como também instituições, relações sociais, identidade, realização pessoal, valores morais, espiritualidade e qualidade ambiental. O Utilitarismo Ampliado constitui o eixo integrador dessa proposta. Sem abandonar o rigor analítico da tradição econômica, amplia o conceito de bem-estar e oferece uma estrutura capaz de reunir contribuições provenientes de diferentes escolas de pensamento. Mais do que um manual, esta obra é um convite para revisitar a própria identidade da Ciência Econômica e compreender sua evolução como uma história de perguntas, descobertas e permanente construção intelectual.
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