Há décadas que a interligação transfronteiriça das atividades económicas globais tem sido um dos fatores responsáveis pelas crises económicas em todo o mundo. A crise económica e financeira, que teve início em 2007 com o colapso do mercado imobiliário norte-americano, provocou um aumento drástico da dívida pública nos países europeus. A gestão da crise que se seguiu deparou-se com uma zona euro já de si dividida, na qual Estados como, por exemplo, a Grécia escondiam a sua inexistente competitividade sob o pretexto das baixas taxas de juro proporcionadas pelo euro. Apesar do sucesso da união monetária, a zona euro não tinha conseguido estabelecer uma política económica comum. Este problema estrutural fundamental deparou-se agora com um novo endividamento provocado pela crise. Quando a crise atingiu os diferentes Estados, os governos reagiram com medidas individuais. Apesar de se terem ciente da interdependência na zona do euro, foram lançados programas de estímulo económico a nível nacional. Quando a crise se revelou insolúvel a nível nacional, os Estados-Membros começaram a procurar soluções intergovernamentais, que se tornaram supranacionais ao longo da crise.
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