A isenção do pagamento das despesas de saúde constitui uma fase transitória até à implementação da cobertura universal de saúde na Costa do Marfim. Apesar dos esforços de financiamento por parte do governo marfinense e das correções introduzidas durante a transição para a gratuidade direcionada, os agentes de implementação e alguns utilizadores das estruturas de cuidados de saúde continuam a criticar as insuficiências observadas desde o seu início. Os resultados do nosso estudo mostram que os agentes de implementação desejam ser sensibilizados, formados e motivados financeiramente, apesar da ausência de um quadro jurídico formal que tenha em conta todas estas expectativas no âmbito da isenção do pagamento das despesas de saúde. Os decisores diretos, ou seja, os responsáveis do Ministério da Saúde e da Luta contra a SIDA da Costa do Marfim, sugerem medidas enérgicas, tais como a reforma do quadro institucional, a melhoria dos mecanismos e ferramentas de gestão e a procura de financiamento adicional, que poderão motivar os intervenientes e disciplinar os utilizadores, com vista a garantir o sucesso da medida. Como primeiro passo, elaborámos um manual de procedimentos para enquadrar a medida.
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