Há mulheres admiradas por todos e desejadas por ninguém. A Vera era uma delas: cinquenta e três anos, professora, brilhante, capaz de calar uma sala inteira com uma frase - e de voltar sozinha para casa todas as noites, sem entender por quê. Ela achava que não flertava por ser honesta demais. Estava enganada. Não flertava por medo, e chamava o medo de virtude. Neste livro, a Sophia - aquela que traduz o que duas pessoas sentem e não sabem dizer - pega a mulher da precisão pela mão e ensina-lhe, do zero absoluto, a única língua que ela nunca soube falar: o flerte. Não a vigarice dos cínicos nem a frivolidade que os sérios desprezam, mas uma gramática da possibilidade, a arte de deixar a porta encostada - e a forma mais honesta que dois adultos podem usar, porque mostra o desejo em vez de o esconder atrás da competência. Parte história, parte compêndio, A Mulher que Nunca Flertava acompanha a travessia comovente da Vera enquanto destila, em 56 "Gramáticas" curtas e afiadas, tudo o que é preciso para reaprender a leveza - em qualquer idade. Porque nunca é tarde para reabrir uma porta que só o medo mantinha fechada. E porque o que aquece uma vida inteira nunca foi o incêndio. Foi a lareira.
AmazonPagina's: 223, Paperback, Independently published
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