A literatura de Cidinha da Silva transforma a palavra em espaço de memória, ancestralidade e resistência. Ao romper com estereótipos historicamente impostos às mulheres negras, sua escrita inaugura novas formas de existência, pertencimento e protagonismo. Este livro analisa como a escrita afrofeminina e o artivismo presentes nas crônicas de Tecnologias ancestrais de produção de infinitos (2023) contribuem para a construção de representações antirracistas na literatura contemporânea. A partir da leitura de Uma escritora e suas leitoras, Exú Caveira e Liberdade já foi uma calça velha, azul e desbotada, evidencia-se o potencial da literatura para desconstruir imaginários racistas, ressignificar identidades e valorizar vozes historicamente silenciadas. Em diálogo com pensadoras negras e referenciais decoloniais, a obra demonstra como a escrita de Cidinha da Silva tensiona o cânone literário e propõe novas formas de representar a mulher negra. Mais que uma análise literária, este livro é um convite à reflexão sobre o poder da palavra como instrumento de transformação social e resistência.
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