a REBELIÃO CONTRA O MUNDO COMUM: anarquismo destrutivo no século XXI e crise da convivência política

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Bol E se a forma mais radical de recusar o poder fosse, no fim, a sua imitação mais perfeita? No começo do século XXI, uma corrente do anarquismo deixou de querer construir um mundo novo e passou a bastar-se na destruição do mundo existente. Bombas que não visam matar, mas "dar visibilidade". Bloqueios que interrompem sem propor. Insurreições que recusam, por princípio, deixar qualquer coisa de pé. A esse fenômeno - celebrado por uns como a única revolta autêntica que resta, condenado por outros como puro niilismo - falta va, até agora, uma teoria à altura. A Rebelião Contra o Mundo Comum oferece essa teoria. Em cinco capítulos encadeados, Nathaniel Brooks reconstrói a genealogia do anarquismo destrutivo - de Bakunin e Malatesta a Alfredo Bonanno, do Comitê Invisível a Saul Newman - e mostra como a destruição, que os clássicos sempre entenderam como meio, se converteu em fim expressivo. No centro do livro está um conceito original, a destituição expressiva: o ato que retira legitimidade da ordem enquanto se realiza como pura afirmação de um sujeito que recusa toda mediação política. Contra essa corrente, o autor formula um critério implacável - o Teste da Instituição -, que dirige a toda política que destrói uma única pergunta: o que permanece de pé depois? Aplicado ao caso mais rigoroso e trágico do anarquismo contemporâneo - a Federação Anarquista Informal e a greve de fome de Alfredo Cospito -, o teste revela uma verdade desconfortável: a destruição que a nada dá lugar não derruba o poder; ocupa-lhe, vazio, o trono. Rigoroso como um tratado de filosofia política e urgente como uma reportagem sobre o nosso tempo, este livro é leitura essencial para quem quer compreender - para além do escândalo e da simpatia fáceis - por que a revolta contemporânea destrói tanto e institui tão pouco, e o que se perde quando o mundo comum deixa de ser construído. Para leitores de teoria política, filosofia contemporânea e história das ideias - e para todos os que se perguntam o que resta da política quando ninguém mais quer instituir nada.

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E se a forma mais radical de recusar o poder fosse, no fim, a sua imitação mais perfeita? No começo do século XXI, uma corrente do anarquismo deixou de querer construir um mundo novo e passou a bastar-se na destruição do mundo existente. Bombas que não visam matar, mas "dar visibilidade". Bloqueios que interrompem sem propor. Insurreições que recusam, por princípio, deixar qualquer coisa de pé. A esse fenômeno - celebrado por uns como a única revolta autêntica que resta, condenado por outros como puro niilismo - falta va, até agora, uma teoria à altura. A Rebelião Contra o Mundo Comum oferece essa teoria. Em cinco capítulos encadeados, Nathaniel Brooks reconstrói a genealogia do anarquismo destrutivo - de Bakunin e Malatesta a Alfredo Bonanno, do Comitê Invisível a Saul Newman - e mostra como a destruição, que os clássicos sempre entenderam como meio, se converteu em fim expressivo. No centro do livro está um conceito original, a destituição expressiva: o ato que retira legitimidade da ordem enquanto se realiza como pura afirmação de um sujeito que recusa toda mediação política. Contra essa corrente, o autor formula um critério implacável - o Teste da Instituição -, que dirige a toda política que destrói uma única pergunta: o que permanece de pé depois? Aplicado ao caso mais rigoroso e trágico do anarquismo contemporâneo - a Federação Anarquista Informal e a greve de fome de Alfredo Cospito -, o teste revela uma verdade desconfortável: a destruição que a nada dá lugar não derruba o poder; ocupa-lhe, vazio, o trono. Rigoroso como um tratado de filosofia política e urgente como uma reportagem sobre o nosso tempo, este livro é leitura essencial para quem quer compreender - para além do escândalo e da simpatia fáceis - por que a revolta contemporânea destrói tanto e institui tão pouco, e o que se perde quando o mundo comum deixa de ser construído. Para leitores de teoria política, filosofia contemporânea e história das ideias - e para todos os que se perguntam o que resta da política quando ninguém mais quer instituir nada.


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  • 9798186468226
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