O livro analisa a evolução da globalização, desde as rotas da seda até à atual reglobalização. O Capítulo I explica os fundamentos: Bretton Woods, a revolução das TIC, o contentor intermodal e as cadeias de valor globais. A hiperglobalização (1989-2020) integrou a China e os países emergentes, mas gerou desigualdades. O Capítulo II mostra o paradoxo: a Curva do Elefante de Milanovic revela os vencedores (Ásia, 1% da população mundial) e os perdedores (classe média ocidental). A desindustrialização, o trilema de Rodrik, o Brexit, Trump e a crise de 2008-2020 provocaram a rejeição do neoliberalismo. O Capítulo III descreve a reglobalização: do 'just-in-time' ao 'just-in-case'. Nearshoring no México, friendshoring, CBAM europeu, critérios ESG, desdolarização com os BRICS+, inteligência artificial e cibersegurança. Conclusão: a globalização não é inevitável; a nova era dá prioridade à resiliência, à sustentabilidade e à soberania em detrimento da eficiência pura.
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