A obra insere-se no âmbito dos estudos rurais africanos, da ecologia política e da sociologia do desenvolvimento. Analisa as transformações agrícolas, sociais e ambientais provocadas pela expansão da fruticultura em duas zonas rurais da África Ocidental com trajetórias contrastantes: a região de Adamaoua, nos Camarões, e o Estado de Oyo, na Nigéria. Através de uma abordagem comparativa e interdisciplinar, a obra demonstra que a substituição progressiva das culturas alimentares anuais por culturas arbóreas perenes não constitui apenas uma evolução dos sistemas de produção agrícola, mas uma transformação profunda das estruturas sociais, das relações de poder e das dinâmicas territoriais.
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