Segundo a escola da regulação (Robert Boyer, De Bernis, Benjamin Coriat e outros), a regulação da economia pressupõe formas institucionais cuja implementação envolve um papel central do Estado, enquanto conjunto de compromissos institucionalizados. Estas configurações institucionais não são estáveis; mudam ao longo do tempo e no espaço, definindo vários modos de regulação da vida económica. Nesse sentido, é à mutação da forma de intervenção do Estado que se pode atribuir a aceleração e, posteriormente, a crise de qualquer regime de acumulação. A este respeito, os teóricos da regulação interpretaram a crise dos anos 70 como uma crise do modo de regulação monopolista que sucedeu ao modo de regulação concorrencial. O principal objetivo desta obra é aplicar conceitos específicos da teoria da regulação para analisar o funcionamento do setor bancário. Neste sentido, trata-se de definir a articulação entre os procedimentos de financiamento e o desenvolvimento económico em termos de sucessão dos modos de regulação, o que põe em causa a forma de intervenção do Estado regulador.
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