O livro examina a crise da vida moral moderna, em que conceitos como justiça, liberdade, direitos, responsabilidade, dignidade, igualdade e bem comum continuam a ser amplamente utilizados, mas estão cada vez mais desligados das práticas que outrora lhes davam significado. A crise não reside no desaparecimento da moral, mas na fragmentação da linguagem normativa, no enfraquecimento da razão prática e na ausência de um fundamento comum de julgamento. Através da análise da dissonância moral, do emocionalismo, da tradição, da prática social, da justiça e da liberdade pessoal, o livro mostra que o homem moderno está enredado em estruturas de mercado, tecnocráticas e de governação em que as relações humanas são reduzidas a dados, benefícios, perfis e desempenho. Neste contexto, a virtude é recuperada como a capacidade de manter o objetivo intrínseco da prática, de julgar no conflito, de assumir a responsabilidade pelas consequências e de defender a humanidade contra a tendência para materializar a vida. A virtude torna-se assim o fundamento para a reconstrução da vida em comum e abre novas possibilidades morais após a crise das normas.
AmazonPagina's: 336, Paperback, Edições Nosso Conhecimento
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