AQUÉM do PROCEDIMENTO: As fontes morais da ação e a crítica ética discurso

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Bol Por que agimos? E por que a teoria política contemporânea tem tanta dificuldade em responder a essa pergunta? Aquém do procedimento é a segunda edição, revista e ampliada, da tese de doutorado Ética procedimental e racionalidade da ação: uma leitura crítica da teoria política de Jürgen Habermas, defendida por Renato Almeida de Moraes no Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo, sob a orientação do Prof. Dr. Emérito Gabriel Cohn. Revisitada quinze anos depois, a obra conserva o argumento que a tornou original e o reapresenta com o vagar de quem teve tempo de cobrar das próprias premissas tudo o que elas prometiam. O livro parte de um desconforto preciso. As grandes teorias que hoje explicam a desigualdade e o desrespeito moral - a que funda a ação num procedimento racional de justiça e a que a deduz de uma posição de classe - partilham um pressuposto que as cega: ambas supõem que agir é, no fundo, calcular. Cálculo de razões, no procedimentalismo de Habermas; cálculo de interesses, no estruturalismo de inspiração bourdieusiana. Em ambos os casos, perde-se de vista a fonte de que a ação efetivamente brota: a experiência moral vivida na primeira pessoa - a do sujeito que avalia, sofre o desrespeito e, ao sofrê-lo, pode recusá-lo. Dialogando de perto com Habermas, Charles Taylor, Axel Honneth e a recepção brasileira de Bourdieu por Jessé Souza, Moraes reconstrói o debate com fidelidade e o submete a uma crítica rigorosa. Distingue uma ética procedimental - entendida como percurso de formação dos juízos morais - de uma moral procedimental fundada num princípio universal previamente dado, e propõe, a partir da teoria do reconhecimento, um modelo mais realista para compreender as lutas sociais: o motor da transformação histórica não é o cálculo nem a estrutura, mas a experiência do desrespeito que se converte em luta quando encontra a gramática que a torne dizível. Rigoroso sem ser hermético, este é um livro para quem leva a sério tanto a filosofia política quanto o mundo que ela pretende explicar - estudantes e pesquisadores de teoria política, filosofia, sociologia e direito, e todo leitor que já desconfiou de que somos mais do que as razões e os interesses que nos atribuem.

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Por que agimos? E por que a teoria política contemporânea tem tanta dificuldade em responder a essa pergunta? Aquém do procedimento é a segunda edição, revista e ampliada, da tese de doutorado Ética procedimental e racionalidade da ação: uma leitura crítica da teoria política de Jürgen Habermas, defendida por Renato Almeida de Moraes no Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo, sob a orientação do Prof. Dr. Emérito Gabriel Cohn. Revisitada quinze anos depois, a obra conserva o argumento que a tornou original e o reapresenta com o vagar de quem teve tempo de cobrar das próprias premissas tudo o que elas prometiam. O livro parte de um desconforto preciso. As grandes teorias que hoje explicam a desigualdade e o desrespeito moral - a que funda a ação num procedimento racional de justiça e a que a deduz de uma posição de classe - partilham um pressuposto que as cega: ambas supõem que agir é, no fundo, calcular. Cálculo de razões, no procedimentalismo de Habermas; cálculo de interesses, no estruturalismo de inspiração bourdieusiana. Em ambos os casos, perde-se de vista a fonte de que a ação efetivamente brota: a experiência moral vivida na primeira pessoa - a do sujeito que avalia, sofre o desrespeito e, ao sofrê-lo, pode recusá-lo. Dialogando de perto com Habermas, Charles Taylor, Axel Honneth e a recepção brasileira de Bourdieu por Jessé Souza, Moraes reconstrói o debate com fidelidade e o submete a uma crítica rigorosa. Distingue uma ética procedimental - entendida como percurso de formação dos juízos morais - de uma moral procedimental fundada num princípio universal previamente dado, e propõe, a partir da teoria do reconhecimento, um modelo mais realista para compreender as lutas sociais: o motor da transformação histórica não é o cálculo nem a estrutura, mas a experiência do desrespeito que se converte em luta quando encontra a gramática que a torne dizível. Rigoroso sem ser hermético, este é um livro para quem leva a sério tanto a filosofia política quanto o mundo que ela pretende explicar - estudantes e pesquisadores de teoria política, filosofia, sociologia e direito, e todo leitor que já desconfiou de que somos mais do que as razões e os interesses que nos atribuem.


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  • 9798181350403
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