Será que o que comemos está na origem da inflamação? Há muito vista como um refúgio de saúde, a nossa alimentação traz consigo uma promessa silenciosa: nutrir, proteger, reparar. No entanto, uma alimentação de elevada densidade energética pode desencadear uma inflamação crónica de baixo grau. Este trabalho explora este paradoxo no âmbito de um contexto nutricional específico: o período peri-ramadão. Durante o Ramadão, os ritmos alimentares transformam-se, os horários das refeições alteram-se, as escolhas nutricionais mudam e o organismo adapta-se a uma alternância singular entre jejum, realimentação noturna e alterações metabólicas. Neste contexto, o prato torna-se um verdadeiro campo de observação científica. Através da validação de um índice inflamatório da alimentação, este manuscrito procura revelar as ligações entre a alimentação e os sinais clínico-biológicos da inflamação sistémica.
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