Na deteção da infeção por T. vaginalis, os métodos tradicionais baseados na microscopia apresentam frequentemente uma baixa sensibilidade. Neste estudo, um ensaio baseado num teste com reagentes para a deteção de antigénios em esfregaços vaginais, a PCR em tempo real e o teste de aglutinação em látex foram comparados com os métodos de cultura em meio líquido, considerados o 'padrão-ouro' para o diagnóstico da tricomoníase. Um total de 297 pacientes do sexo feminino atendidas no Hospital Bashier, com idades compreendidas entre os 18 e os 50 anos, foram incluídas no presente estudo. Todas as pacientes tinham diagnóstico confirmado de infeção por T. vaginalis. Foram recolhidos dados demográficos e clínicos para estudos estatísticos de cada paciente, de acordo com um questionário pré-concebido. Foram recolhidas um total de cinco esfregaços vaginais de cada paciente para avaliar a sensibilidade da reação em cadeia da polimerase em tempo real, do teste de aglutinação em látex, da técnica de exame microscópico e de diferentes técnicas de cultura para o diagnóstico de T. vaginalis. Os resultados revelaram que a deteção do antígeno no esfregaço vaginal utilizando a PCR em tempo real e o teste de aglutinação em látex foi mais eficaz do que o exame microscópico e as técnicas de cultura no diagnóstico da infeção por T. vaginalis.
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