Betesda e a Demolição da Esperança é uma exegese narrativa rigorosa de João 5,1-18 que rompe com leituras devocionais e interpreta o Evangelho segundo João como um tribunal teológico. Longe de tratar o episódio da piscina de Betesda como um simples relato de cura, esta obra revela o texto como uma crítica estrutural aos sistemas religiosos que administram a esperança, sequestram o tempo humano e terceirizam a salvação.Com tradução literal inédita do grego koiné, baseada em edições críticas do Novo Testamento, o livro analisa a arquitetura narrativa joanina, o peso teológico dos 38 anos de paralisia, a falência da mediação humana ("não tenho homem") e o conflito sabático como afirmação de autoridade ontológica. O milagre não é apresentado como desfecho edificante, mas como gatilho de julgamento, revelando a distinção radical entre graça recebida e revelação rejeitada.A obra dialoga criticamente com a tradição patrística (Agostinho, Crisóstomo e Orígenes), sem alegorização excessiva, e destaca a exclusão textual de João 5,4 como elemento central para compreender Betesda não como lugar de misericórdia, mas como sistema de exclusão sacralizada. Ao final, o texto se recusa a oferecer conforto narrativo, confrontando o leitor com a pergunta fundamental do quarto evangelho: o que fazer quando a Palavra fala e o sistema permanece mais seguro que a luz?Indicado para leitores de teologia bíblica, estudos joaninos, exegese do Novo Testamento e espiritualidade crítica.
AmazonPagina's: 30, Paperback, Independently published
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