A maioria dos dados disponíveis sobre partículas refere-se, sobretudo, ao ar exterior. A maioria das pessoas passa o seu tempo em ambientes interiores, onde a exposição à maior parte da poluição atmosférica é bastante diferente da que se verifica no exterior. A deterioração da qualidade do ar interior, a par do aumento do rendimento, levou muitas pessoas a preocuparem-se com a questão da relação entre poluição e crescimento do rendimento. O possível papel do estatuto socioeconómico reveste-se de particular interesse, especialmente após as descobertas que revelaram efeitos crónicos na saúde decorrentes da poluição do ar em ambientes fechados. É um facto bem conhecido que as pessoas de grupos de rendimentos mais baixos têm, em geral, uma saúde mais precária do que as que vivem em lares de grupos de rendimentos médios e elevados, devido aos recursos limitados e aos hábitos pouco saudáveis de limpeza do pó, higiene doméstica e cozinha em fogões tradicionais de barro sem ventilação; assim, as pessoas pertencentes a um estatuto socioeconómico baixo podem estar sujeitas a uma exposição mais elevada à poluição atmosférica do que as pessoas de grupos de rendimentos médios e elevados. Por conseguinte, a compreensão da composição química e morfológica das partículas finas é fundamental para a avaliação de intervenções políticas destinadas a reduzir os efeitos adversos para a saúde.
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