A indignação social diante do perdão judicial aplicado à mãe do menino Henry Borel é um sentimento legítimo, mas as Ciências Criminais oferecem a explicação técnica para uma decisão que desafia a compreensão imediata.Este livro não se propõe a um mero estudo processual de caso; ele visa fornecer ao leitor um entendimento profundo sobre as motivações e os fundamentos jurídicos que regeram a aplicação do Perdão Judicial no Caso Henry Borel.Em uma análise corajosa e disruptiva, a autora convida o leitor para uma reflexão crítica sobre um dos episódios mais emblemáticos do sistema de justiça brasileiro sob uma nova e rigorosa perspectiva. A obra mergulha na complexa engenharia reversa do afeto, expondo as dificuldades enfrentadas pela Rede de Atendimento e Proteção e pelos Sistemas de Garantias para a identificação da violência vicária e do vicaricídio.Apoiada no diálogo interdisciplinar entre as Ciências Forenses, a Criminologia e o Direito Penal, a autora fundamenta tecnicamente a aplicação do Perdão Judicial (Art. 121, § 5° do CP), confrontando a geometria trágica que conecta os casos Henry Borel, Bernardo Boldrini e Isabella Nardoni.O livro analisa, entre outros temas complexos: - A Violência Vicária e seus avanços normativos;- A Vanguarda Internacional da política pública;- A Vitimologia de Terceiro Grau e a Síndrome da Mulher Agredida (SMA);- A engenharia reversa do afeto;- O Linchamento Social e o Populismo Penal;- A Pena Natural (Art. 121, § 5° do CP) e a Ética do Julgamento no Tribunal do Júri.É uma leitura obrigatória para advogados, magistrados, promotores, peritos, médicos, assistentes sociais, psicólogos, pedagogos, psicopedagogos e demais profissionais do Sistema de Garantias de Direitos, bem como estudantes e leitores que buscam respostas técnicas para as indagações que cercam um dos casos de maior repercussão da história recente.
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