Após cada crise financeira, surge um novo debate sobre a revisão da arquitetura de supervisão global. Um novo 'sistema' surge, transforma-se rapidamente num 'não sistema' ou mesmo num 'anti-sistema'. No entanto, a abordagem 'de cima para baixo' predominante na tomada de decisões não está evidentemente a ter sucesso, o que justifica um debate sobre uma configuração mais recente - a estrutura 'de baixo para cima' da elaboração de políticas internacionais, na qual o conceito de hegemonia - seja regional ou global, benigna ou maligna - não teria qualquer lugar. Poderia aproveitar as ideias emergentes dos Conselhos de Estabilidade Financeira que estão a ser criados a nível nacional, compostos por autoridades nacionais que supervisionam a política monetária, a regulamentação do setor financeiro e a política fiscal. Este 'grupo' teria uma visão holística das questões de potenciais vulnerabilidades geradas pela interligação intra-setorial, intersetorial e intereconómica. Seria de natureza macrofinanceira e basear-se-ia numa 'abordagem de comitê' para abordar a estabilidade financeira de forma democrática, eficaz e legítima. O modo de governação global 'Chairs and Shares' (Cadeiras e Ações) deve dar lugar a um modo 'CARE and SHARE' (CUIDAR e PARTILHAR) e a história monetária pode ser orientada pelo 'BEM-ESTAR, não pela 'GUERRA'.
AmazonPagina's: 72, Paperback, Edições Nosso Conhecimento
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