As doenças gastrointestinais crónicas, tais como a doença celíaca e a doença inflamatória intestinal (DII), provocam alterações no metabolismo ósseo. Prejudicam a mineralização óssea e podem também alterar a densidade mineral óssea (DMO). Uma DMO baixa constitui um fator de risco para a osteoporose e para fraturas ósseas, não só na idade adulta, mas também na infância e na adolescência. No nosso estudo, comparámos a DMO, a idade óssea e os níveis de vitamina D em diferentes grupos de crianças. Medimos também a composição corporal e avaliámos a utilidade da análise de impedância bioelétrica (BIA) na previsão de uma DMO baixa. Foram medidos os marcadores serológicos EMA e t-TG para determinar o cumprimento da dieta sem glúten. Os resultados do estudo revelam uma diminuição significativa dos níveis séricos de vitamina D em doentes com doença celíaca e DII, em comparação com o grupo de controlo. A composição corporal, medida através da BIA, não apresentou correlação com a DMO, pelo que não podemos confirmar o valor deste método no diagnóstico de baixa DMO. No entanto, foi confirmada a correlação entre a DMO e os valores de t-TG em doentes celíacos. Por conseguinte, salienta-se a importância de uma dieta rigorosamente isenta de glúten.
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