Por que algumas pessoas desenvolvem dependência química e a maioria não? Por que o adicto continua usando mesmo sabendo que está se destruindo? E por que a simples exigência de parar nunca funciona? Este livro responde a essas perguntas com o rigor da tradição psicanalítica - de Freud a Lacan, de Abraham a Winnicott, de Ferenczi a Joyce McDougall - e com a clareza de um clínico que passou décadas escutando sujeitos em sofrimento. Dependência Química: O Que a Psicanálise Revela Sobre o Vício não é um manual de abstinência, nem um manifesto contra as drogas. É uma investigação profunda sobre o que move o ser humano quando busca, no objeto de seu vício, aquilo que a vida ordinária não consegue oferecer: completude, alívio, gozo sem mediação, fusão com o objeto perdido. Organizado em cinco capítulos e quatro estudos complementares, o livro percorre: A genealogia psicanalítica das adicções - de Freud e a cocaína à releitura lacaniana do gozo e da falta; A distinção clínica entre obsessão e adicção - servidão pulsional por vias opostas; Os fundamentos neurobiológicos e psicossomáticos da dependência; A adicção como questão civilizatória - o SOMA de Huxley, o Calibanismo de Gurfinkel, a política do prazer administrado; A paixão como droga - o relacionamento adictivo, a terapia de vínculo e o caminho possível da elaboração psíquica. Cada capítulo é acompanhado de um estudo complementar publicado originalmente pelo autor - sobre subjetividade e vício, neurobiologia das drogas, história cultural da drogadição e análise psicanalítica do filme O Bicho de Sete Cabeças - tornando a obra simultaneamente um texto de formação teórica e um instrumento de trabalho clínico. Este livro é para você se é Psicanalista, psicólogo ou psiquiatra que trabalha com dependência química e quer aprofundar seu referencial teórico; Estudante de psicanálise, psicologia, medicina ou serviço social em busca de uma abordagem rigorosa e não moralizante sobre o tema; Profissional de saúde mental - assistente social, enfermeiro, terapeuta ocupacional, coordenador de CAPS ou comunidade terapêutica - que quer ampliar sua compreensão do sujeito dependente além do protocolo; Familiar de dependente químico que quer compreender, com profundidade e sem julgamento, o que acontece com alguém aprisionado pelo vício; Leitor culto interessado em psicanálise, filosofia da mente e questões contemporâneas da subjetividade. "O vício não é um problema de substância - é um problema de sujeito." - William Marcos
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