Não podemos recusar as novidades da história da humanidade, e a globalização é uma delas, mas, enquanto pedagogos e filósofos, temos o dever de a avaliar à luz do ser humano, tal como o concebemos e interpretamos. A democracia e a eliminação das fronteiras da 'aldeia global', tanto alardeadas pelo neoliberalismo, tornam-se uma desculpa para poder atravessar as fronteiras sem mais pedir permissão. O facto de os povos serem empobrecidos em termos de valores culturais, históricos e pessoais não é preocupação do hiperliberalismo. O seu único objetivo é o enriquecimento descontrolado, com a exploração do meio natural e cultural a nível mundial. A revolução francesa ou marxista ainda está por se concretizar: a liberdade está reservada apenas aos ricos do mundo, assim como a igualdade. Quanto à fraternidade, será que alguma vez poderá vir a existir?
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