Esta obra apresenta uma análise aprofundada da governação e das reformas institucionais em África, numa perspetiva simultaneamente teórica, crítica e prospetiva. Partindo da constatação da recorrência de crises institucionais em muitos Estados africanos, o estudo procura identificar as suas causas estruturais, as suas manifestações e as suas implicações para a estabilidade política e o desenvolvimento.A análise evidencia que as crises institucionais não são fenómenos conjunturais, mas inscrevem-se em dinâmicas históricas complexas, marcadas nomeadamente pelo legado colonial, pela fragilidade das instituições e por práticas de governação deficientes. Salienta igualmente o papel ambivalente das influências externas, que oscilam entre o apoio ao desenvolvimento e o reforço das dependências estruturais.Através de uma abordagem multidisciplinar que combina o direito, a ciência política e a economia, esta investigação demonstra que as disfunções observadas resultam principalmente de um desfasamento entre as normas formais e as práticas efetivas de governação.
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