O património cultural africano continua a suscitar interesse nos discursos contemporâneos. O estudo observa que a abordagem colonial foi superficial, uma vez que se baseava em preconceitos humanos. Apesar das influências sociais da globalização e dos novos avanços médicos e tecnológicos na mitigação do VIH e da SIDA, o estudo defende que as práticas culturais perduram e contribuem significativamente para a luta conjunta contra a epidemia. Através da aplicação do método fenomenológico, de pesquisa documental e de entrevistas, o estudo investiga o hoko (o ritual da circuncisão masculina) entre o povo Shangani, à luz da mitigação do VIH e da SIDA. O ritual constitui um dos momentos-chave no ritmo de vida das pessoas e representa um marco vibrante de continuidade na identidade cultural indígena africana.
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