A República da Somalilândia alcançou conquistas notáveis desde 1991, quando declarou a sua independência do resto da Somália; funciona como um Estado soberano, mantém a segurança das suas fronteiras, fornece bens e serviços essenciais e representa um oásis de ordem e boa governação. No entanto, os seus cidadãos têm sofrido devido ao cerco que lhes é imposto pela falta de reconhecimento. Os somalilandeses estão isolados da comunidade internacional. Não podem viajar facilmente nem comercializar com o mundo de que fazem parte, apesar da localização geográfica estratégica que ocupam. As instalações de educação e saúde são dificilmente acessíveis. Isto deve-se ao facto de o governo ser incapaz de prestar serviços básicos devido à falta de acesso a instituições financeiras internacionais ou a assistência bilateral direta; o comércio e o investimento estrangeiro são prejudicados em resultado da falta de reconhecimento. Assim, a autora procura analisar as implicações jurídicas do não reconhecimento da Somalilândia no direito internacional, na sua tentativa de atrair investimento estrangeiro para o desenvolvimento socioeconómico. Explora as restrições reais à capacidade de funcionar como um Estado moderno, tanto a nível interno como internacional
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