Memórias
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Beschrijving
Bol
Memórias, de Raul Brandão, é menos um repositório linear de lembranças do que um painel moral e literário de Portugal entre o fim da monarquia e as primeiras décadas republicanas. A obra combina retrato, anedota, meditação e juízo crítico, fixando escritores, políticos, artistas e tipos populares com uma prosa nervosa, imagética e intensamente subjetiva. No contexto do decadentismo, do simbolismo e da crise finissecular, Brandão transforma a memória em investigação da alma coletiva, atento à miséria, à vaidade pública e à fragilidade das instituições. Nascido no Porto em 1867, oficial do exército, jornalista e ficcionista, Raul Brandão conheceu de perto ambientes militares, redações, tertúlias intelectuais e a vida social de um país em transição. A sua sensibilidade ética, já visível em obras como Húmus e Os Pobres, encontra nas Memórias um terreno privilegiado: recordar é também acusar, compreender e salvar do esquecimento figuras e atmosferas decisivas. Recomenda-se este livro a leitores interessados em literatura portuguesa, história cultural e escrita autobiográfica. Pela lucidez melancólica e pela força plástica dos retratos, Memórias oferece não apenas testemunho histórico, mas uma interpretação profunda da condição humana e portuguesa.
Memórias, de Raul Brandão, é menos um repositório linear de lembranças do que um painel moral e literário de Portugal entre o fim da monarquia e as primeiras décadas republicanas. A obra combina retrato, anedota, meditação e juízo crítico, fixando escritores, políticos, artistas e tipos populares com uma prosa nervosa, imagética e intensamente subjetiva. No contexto do decadentismo, do simbolismo e da crise finissecular, Brandão transforma a memória em investigação da alma coletiva, atento à miséria, à vaidade pública e à fragilidade das instituições. Nascido no Porto em 1867, oficial do exército, jornalista e ficcionista, Raul Brandão conheceu de perto ambientes militares, redações, tertúlias intelectuais e a vida social de um país em transição. A sua sensibilidade ética, já visível em obras como Húmus e Os Pobres, encontra nas Memórias um terreno privilegiado: recordar é também acusar, compreender e salvar do esquecimento figuras e atmosferas decisivas. Recomenda-se este livro a leitores interessados em literatura portuguesa, história cultural e escrita autobiográfica. Pela lucidez melancólica e pela força plástica dos retratos, Memórias oferece não apenas testemunho histórico, mas uma interpretação profunda da condição humana e portuguesa.