A migração transfronteiriça coloca vários problemas à segurança humana, incluindo a vulnerabilidade dos migrantes à atividade criminosa, à exploração e à discriminação, bem como o potencial de perturbações sociais e económicas tanto nos países de origem como nos de destino. O estudo foi concebido para se centrar em quatro componentes da segurança humana, nomeadamente: segurança económica, segurança sanitária, segurança alimentar e segurança pessoal. Foi adotado um desenho de método misto, tendo-se recorrido tanto a percentagens simples como à análise do coeficiente de correlação de Pearson; a análise revelou que a migração transfronteiriça, sobretudo no que diz respeito aos ambazonianos, tem uma influência negativa na segurança económica, na segurança sanitária, na segurança alimentar e na segurança pessoal. Por conseguinte, o estudo recomendou que o governo local e os diversos chefes tradicionais da comunidade garantam que os ambazonianos não disputem o espaço económico disponível com os indígenas; o governo local deve garantir que todos os ambazonianos sejam submetidos a exames de saúde pelo departamento de Cuidados de Saúde Primários do governo local; as comunidades devem reforçar os seus mecanismos internos de segurança local para vigiar as suas quintas, etc.
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