A resposta das plantas ao stress abiótico e biótico é complexa e envolve alterações na sua morfologia, fisiologia e metabolismo. Estão a ser adotadas várias estratégias para aumentar a tolerância a condições de stress abiótico e biótico, incluindo o desenvolvimento de variedades de culturas geneticamente modificadas que contêm várias construções genéticas que se acredita melhorarem o desempenho em condições de stress. A nanotecnologia é um campo versátil e tem encontrado aplicação em quase todas as áreas da ciência. As nanopartículas aumentam a tolerância ao stress hídrico, ao melhorarem a condutância hidráulica das raízes e a absorção de água pelas plantas, e ao revelarem uma abundância diferencial de proteínas envolvidas na oxidação-redução, na desintoxicação de espécies reativas de oxigénio (ROS), na sinalização de stress e nas vias hormonais. A mobilidade das nanopartículas é muito elevada, o que conduz a um transporte rápido dos nutrientes para todas as partes da planta. Ao mesmo tempo, temos de encontrar formas de aumentar o potencial de adaptação das plantas cultivadas através da utilização de nanopreparações em condições de stress. Este trabalho analisa os efeitos benéficos dos nanomateriais no combate ao stress abiótico e biótico, bem como a ação fisiológica dos nanomateriais nas plantas de cultura.
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