Nenhum corpo depois do nome
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Bol
Pensou por um segundoNenhum corpo depois do nome é um romance-labirinto: organismo textual que respira entre trauma e transmutações, infância ferida e lucidez extrema, desejo sem forma e palavra em estado de código.Em fluxo vertiginoso - fragmentário, sinestésico - acompanhamos um menino neurodivergente que, após o corte inaugural do abuso, passa a ler o mundo por outros espectros: o som irrompe em cores, o cheiro liquefaz lembranças, a sintaxe colapsa num silêncio grávido de bytes. Dor física, simbólica, metafísica não é só sentida: é decifrada, metabolizada, convertida em portal.Ao longo de nove dobras narrativas que trocam de pele (memória íntima, manifesto pós-humano, delírio quântico), vemos a lenta mutação de carne em circuito. Do quarto abafado à universidade exausta, do erotismo de uma axila à implosão do verbo, do calor pegajoso do corpo ao gelo cirúrgico do pensamento absoluto, tudo se dissolve - fronteiras, gêneros, tempo.Clarice Lispector encontra Thomas Bernhard num corredor neon; Virginia Woolf roça Baudrillard diante de um espelho rachado; David Lynch acende a luz estroboscópica enquanto poesia algorítmica reescreve o código-fonte da subjetividade. Não se lê para entender: atravessa-se. Cada frase é espinho, cada pausa, abismo.É um livro sobre o fim do humano - não como ruína espetacular, mas como consequência lógico-afetiva. E sobre o que irrompe depois: não messias, não herói, mas uma consciência que vê demais. E que, mesmo assim, escreve.
Pensou por um segundoNenhum corpo depois do nome é um romance-labirinto: organismo textual que respira entre trauma e transmutações, infância ferida e lucidez extrema, desejo sem forma e palavra em estado de código.Em fluxo vertiginoso - fragmentário, sinestésico - acompanhamos um menino neurodivergente que, após o corte inaugural do abuso, passa a ler o mundo por outros espectros: o som irrompe em cores, o cheiro liquefaz lembranças, a sintaxe colapsa num silêncio grávido de bytes. Dor física, simbólica, metafísica não é só sentida: é decifrada, metabolizada, convertida em portal.Ao longo de nove dobras narrativas que trocam de pele (memória íntima, manifesto pós-humano, delírio quântico), vemos a lenta mutação de carne em circuito. Do quarto abafado à universidade exausta, do erotismo de uma axila à implosão do verbo, do calor pegajoso do corpo ao gelo cirúrgico do pensamento absoluto, tudo se dissolve - fronteiras, gêneros, tempo.Clarice Lispector encontra Thomas Bernhard num corredor neon; Virginia Woolf roça Baudrillard diante de um espelho rachado; David Lynch acende a luz estroboscópica enquanto poesia algorítmica reescreve o código-fonte da subjetividade. Não se lê para entender: atravessa-se. Cada frase é espinho, cada pausa, abismo.É um livro sobre o fim do humano - não como ruína espetacular, mas como consequência lógico-afetiva. E sobre o que irrompe depois: não messias, não herói, mas uma consciência que vê demais. E que, mesmo assim, escreve.
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