Algumas pessoas acreditam que a morte encerra todas as histórias. Eu não. Ao longo da vida, aprendi que existem verdades que sobrevivem ao túmulo. Existem promessas que nem a morte consegue quebrar. E existem vozes que continuam sussurrando muito depois que o coração para de bater. Se você chegou até estas páginas, provavelmente já conhece Nama. A mulher que atravessou os limites entre os vivos e os mortos. A Advogada da Calunga. Aquela que enfrentou o medo, julgou uma antiga escuridão e descobriu que até os monstros carregam cicatrizes. Mas algumas histórias não terminam quando acreditamos que terminaram. Algumas apenas mudam de forma. Após o Julgamento Final, a paz voltou à Calunga. Os mortos encontraram descanso. As portas entre os mundos foram seladas. E durante algum tempo, o silêncio reinou. Um silêncio raro. Quase sagrado. Mas o silêncio também guarda segredos. E existem segredos que preferem permanecer enterrados. Enquanto os vivos seguem suas rotinas, trabalhando, amando, errando e envelhecendo... Há almas vagando na escuridão. Almas que não pedem vingança. Nem redenção. Nem perdão. Pedem socorro. Porque existe uma diferença entre um morto injustiçado e um morto perseguido. E Nama está prestes a descobrir isso. Os casos que encontrará neste livro são mais sombrios. Mais antigos. Mais perigosos. Alguns atravessam décadas. Outros atravessam séculos. E todos possuem algo em comum. Uma marca. Um símbolo. Uma assinatura deixada nas sombras por alguém - ou alguma coisa - que conhece a Calunga muito melhor do que deveria. A verdadeira pergunta não é se os mortos podem voltar. A verdadeira pergunta é Quem está caçando os mortos? Nas próximas páginas você encontrará mistério, segredos enterrados, entidades esquecidas, crimes que atravessaram gerações e verdades que jamais deveriam ter sido descobertas. Mas acima de tudo... Encontrará almas desesperadas tentando escapar de algo que nem mesmo a morte conseguiu deter. E quando terminar este livro, talvez você olhe para um cemitério de maneira diferente. Talvez observe fotografias antigas com mais atenção. Talvez escute o vento da madrugada e se pergunte se está realmente sozinho. Porque alguns mortos pedem justiça. Mas outros... Pedem socorro. E quando eles chamam por ajuda... A Advogada da Calunga sempre escuta. Telbin Alves
AmazonPagina's: 165, Paperback, Independently published
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