O apelo para que mais homens atuem como modelos masculinos para as crianças na primeira infância e no ensino básico continua a ser predominante no discurso público e profissional, uma vez que o fraco desempenho dos rapazes e a ausência de homens na vida das crianças continuam a dominar as agendas educativas. Este trabalho investiga a natureza ambígua do 'modelo a seguir', examinando os pensamentos, perceções e ideias de homens que trabalham ou recebem formação no setor da primeira infância (0-8). A investigação explora definições e perceções do termo 'modelo a seguir', destacando as tensões associadas à teoria do modelo masculino. Os resultados da investigação sugerem que o termo 'modelo masculino' pode ser interpretado e definido de múltiplas formas, em função do contexto, da situação e das expectativas de diferentes pessoas. As suposições de que o modelo a seguir é automaticamente 'um homem' são contestadas, pois argumenta-se não só que tanto homens como mulheres podem ser modelos para os rapazes, mas também que o modelo a seguir é um 'estatuto' que tem de ser 'conquistado', em vez de ser 'concedido'. Embora as políticas defendam que o modelo de referência exerce uma influência positiva nos rapazes, os resultados sugerem que os modelos de referência podem, na verdade, ter um impacto negativo na vida das crianças.
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