Ninguém sabia dizer ao certo quando Anselmo morreu pela primeira vez. Nem a segunda. Nem quantas outras vieram depois.Na cidade pequena onde ele vive com Zulmira, morrer virou um hábito. Um jeito de sumir por um tempo e voltar como se nada tivesse acontecido. A vizinhança aprende a duvidar. O cartório aprende a esperar. E Zulmira aprende, batida após batida na porta, que ficar é o trabalho mais difícil de todos.Com humor seco e ternura, esta é a história de um homem que confunde desaparecer com morrer, e das pessoas que ficam do lado de fora da porta tentando entender a diferença. É também a história de Helena, que chega depois de Anselmo e herda não o homem, mas a pergunta que ele deixou: o que se faz quando alguém bate na porta e a gente não sabe se deve abrir?Em capítulos curtos e frases cortadas, no ritmo das histórias contadas de boca em boca no interior do Nordeste, O Homem que de Vez em Quando Morria fala sobre presença e ausência, sobre a coragem de continuar acreditando em alguém que já decepcionou, e sobre o que realmente significa ficar.
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