A Revolução Industrial foi um dos acontecimentos históricos, científicos e sociais mais significativos de sempre na Inglaterra, tendo alterado profundamente toda a sociedade britânica. O seu impacto também é visível no campo da literatura, onde um grande número de importantes romancistas vitorianos optou por retratar as realidades sociais da sociedade civil, criando assim o novo género literário do romance social. Um subgénero do romance social, no entanto - o romance industrial ou o romance sobre a 'Condição da Inglaterra' -, dedicava-se particularmente à representação das consequências sociais da Revolução Industrial na Inglaterra. Os significativos romances fabris de escritores como Charlotte Tonna, Elizabeth Stone, Benjamin Disraeli, Charlotte Brontë, Charles Dickens ou Elizabeth Gaskell popularizaram o romance industrial e abordaram questões prementes como o confronto entre a sociedade vitoriana e a industrialização, a relação entre patrões e trabalhadores, as condições de trabalho ou a turbulência social que inevitavelmente se seguiu.
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