Este livro é o resultado de uma investigação académica qualitativa, baseada no princípio da complementaridade epistemológica. O seu objetivo foi compreender o significado psíquico e as ligações identitárias que as mães no exílio estabeleceram entre a escolha da língua que transmitiram aos seus filhos nascidos na terra de acolhimento e os motivos da sua partida da pátria. As informações foram recolhidas junto de mulheres trilingues nascidas no Egito antes ou na altura da ascensão ao poder de Nasser, através de entrevistas semi-estruturadas. Estas permitiram concluir que, no seu exílio, a língua francesa foi transmitida em detrimento do árabe, na sequência de processos com um significado identitário (Política) e assumiu o papel de um espaço de transição (Psicologia), tanto quanto foi para elas a forma de permanecerem na sua linhagem, apesar da mudança de valência da língua, mas também de prosódia, tendo algumas delas tido de perder o sotaque das suas origens para melhor se integrarem. Entre aqui e lá, apenas a língua permaneceu, para elas, o seu verdadeiro lar.
AmazonPagina's: 112, Paperback, Edições Nosso Conhecimento
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