Começando sua carreira como jornalista, Firmin Maillard (França, 1832-1908), logo tornou-se um historiador da vida social parisiense e um notável memorialista da imprensa francesa. Convivendo com a sociedade dos intelectuais, literatos e bibliófilos, na dupla condição de membro da confraria e observador interessado, ele pôde reunir uma extraordinária coleção de anedotas verídicas, que ilustram as mais diferentes formas de bibliomania. Com um estilo familiar e repleto de ironia, Maillard nos desvenda os bastidores do mundo erudito dos fins do século XIX, no qual nem sempre o saber objetivo ocupava o lugar de maior destaque. Em poucas palavras, essa obra traz histórias e curiosidades sobre as excentricidades e obsessões dos colecionadores de livros, bibliógrafos e eruditos. Com uma boa dose de humor, nem sempre isento de parcialidade, Maillard nos fala das querelas, intrigas e fraudes que envolveram os intelectuais e bibliófilos de sua época, não deixando também de mencionar as situações tragicômicas a que pode levar uma dedicação excessiva ao estudo e aos próprios livros. Porém, os livros não têm nenhuma culpa de se tornarem fetiches nas mãos de homens que, tal como diz Maillard, "perderam, na sua juventude, muito mais tempo com os livros velhos do que com as mulheres jovens".
AmazonPagina's: 176, Paperback, Edições Guinefort
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