A questão da desigualdade de rendimentos nos EUA tem atraído muita atenção tanto no discurso popular como no académico há anos. O movimento Occupy Wall Street de 2013, que se espalhou por todo o país, é uma expressão clara do descontentamento popular com a natureza da distribuição de rendimentos nos EUA. Espera-se que este estudo contribua de forma oportuna para a questão da desigualdade de rendimentos na sociedade contemporânea dos EUA. Ele procura examinar as raízes das percepções dos americanos em relação à desigualdade de renda no país. O argumento apresentado é que os indivíduos desenvolvem diferentes percepções de justiça em relação à distribuição de renda, como resultado de seu status social na sociedade. O status social é implícito no género, classe social, raça, nível educacional e prestígio ocupacional de cada um. Os diversos privilégios que tendem a estar associados ao status social de cada um influenciam as crenças dos indivíduos sobre a legitimidade e adequação dos mecanismos atuais de distribuição de renda. Este estudo liga duas vertentes teóricas, nomeadamente a teoria estrutural e a teoria da justiça distributiva, na conceptualização da afirmação acima.
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