Desde a Lei de 9 de setembro de 2002, o parque prisional que acolhe jovens delinquentes alargou-se graças à criação de estabelecimentos prisionais para menores. Prisões modernas, coexistem com as alas para menores e pretendem acolher os jovens encarcerados num ambiente prisional atenuado, mas não obstante rigoroso, dando ao mesmo tempo um lugar central à ação educativa. Para além da separação dos adultos, a detenção de menores traduz-se numa vontade de conciliar a repressão com a educação. No entanto, muitos estabelecimentos que se inscrevem nesta dupla lógica acabaram por ser um fracasso. Estas novas prisões apostam, contudo, em encarnar verdadeiras prisões educativas, cujo regime de detenção se baseia essencialmente na saída do jovem detido. Após alguns anos de funcionamento, o balanço destas 'prisões modelo' revela-se bastante contrastante. Na prática, esta prioridade educativa tende a diminuir os imperativos de segurança prisional, o que permite questionar o seu funcionamento institucional, bem como o sentimento dos jovens que aí se encontram encarcerados.
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