O consumo de vegetais frescos tem vindo a aumentar a nível mundial devido aos benefícios para a saúde que oferecem. Ricos em nutrientes e com baixo teor calórico, reduzem a inflamação e o risco de doenças crónicas não transmissíveis. No entanto, as saladas de vegetais constituem um veículo de transmissão de doenças de origem alimentar, uma vez que não são submetidas a tratamento térmico para eliminar os microrganismos que podem contaminar estes produtos, desde o local de produção até ao prato do consumidor. Nos últimos anos, assistimos a um aumento do número de pessoas que vendem alimentos nos mercados e nas ruas de Maputo. No entanto, estes locais carecem de condições higiénicas e sanitárias adequadas, o que compromete a qualidade dos produtos e, consequentemente, a saúde do consumidor. Foi realizado um estudo para avaliar o nível de contaminação das saladas de vegetais, da água e dos utensílios utilizados na preparação dos alimentos. Os resultados revelaram a presença de microrganismos da família das Enterobacteriaceae nas amostras, com exceção da água, confirmando que a maioria destes locais não dispõe de condições adequadas para a venda de alimentos prontos a consumir, o que compromete a saúde do manipulador de alimentos.
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