A exigência de equidade assombra a saúde pública como um fantasma indescritível. Continua a ser mais uma questão de grandes princípios políticos, ou mesmo éticos, do que a inspirar medidas concretas. Como o demonstram as reformas dos sistemas de saúde levadas a cabo na maioria dos países industrializados. Neste ensaio, Didier Castiel questiona as relações entre economia e ética. Interessa-se particularmente pela integração, no cálculo económico aplicado à saúde, do princípio da equidade formulado por John Rawls. A título de ilustração, propõe um novo modelo de repartição das indemnizações diárias em caso de doença. Um modelo no qual qualquer reforma do sistema de saúde poderia inspirar-se.
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