E se você conseguisse ver exatamente o que as pessoas mais amam esconder? Kiara consegue. Ao redor de cada pessoa que ela olha, paira uma janela invisível de vidro colorido - a cor exata do que sentem, do que temem, do que mentem para si mesmas. Um amigo que nunca decide quem é. Uma amiga que prefere ter razão a ser feliz. Um homem tão certo de que vê o mundo como ele realmente é que nem desconfia de que também está olhando através de um vidro. Kiara vê tudo isso. O que ela nunca viu, em treze anos, foi a própria janela. Num inverno de Estocolmo que se recusa a acabar, uma comissão de arte pública obriga Kiara a fazer a única coisa que seu dom sempre lhe permitiu não fazer: perguntar, em vez de simplesmente saber. E então, numa noite entre os quatro amigos mais próximos que ela tem no mundo, uma única frase - dita para vencer, não para curar - racha alguém que ela ama bem no meio. É aí que Kiara descobre a verdade que passou a vida evitando: não existe ninguém sem janela. Nem ela. Do degelo à falsa primavera, da névoa que cega até as noites brancas em que o sol se recusa a se pôr, Senso Comum é a história de uma artista que precisa perder a certeza de que enxerga tudo para finalmente aprender a coisa mais difícil que existe: deixar-se ver. Um romance sobre amizade, sobre o preço de ser realmente conhecido, e sobre a certeza mais perigosa do mundo - a de que somos nós, e não os outros, quem finalmente vê com clareza. Se você já se pegou com certeza de que enxergava alguém por completo - e depois descobriu o quanto estava errado - este livro é sobre você.
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