O amor nas sociedades euro-ocidentais versus o amor nas sociedades da África Austral (amor individualista versus amor ubuntu). Nas sociedades ocidentais individualistas e modernas, o amor apaixonado ou romântico é uma necessidade e é ainda mais imperativo porque é quase a única forma de satisfazer os desejos mais fundamentais da existência humana: o desejo de reconhecimento e confirmação do valor intrínseco de cada um. Nas sociedades onde domina alguma forma de fraternidade comunitária (ubuntu), como nas sociedades tradicionais bantu da África Austral, o amor apaixonado é menos imperativo, uma vez que o desejo de reconhecimento inerente à vida humana é satisfeito através do amor geral e constante que as pessoas dão e recebem dos seus 'irmãos' e 'irmãs' e através de um processo de ritos sociorreligiosos periódicos e específicos. O reconhecimento e a confirmação do valor de cada um são conferidos por toda a sociedade, incluindo pelos deuses. Na verdade, ubuntu é um conceito bantu, popularizado no Ocidente por Nelson Mandela e sua política de reconciliação nacional pós-apartheid, que pode ser comparado ao conceito de fraternidade universal misturado com uma consciência psicológica de um vínculo inextricável entre todos os seres humanos.
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