Não se sabe nada sobre a água que bebiam as populações indígenas pré-coloniais da futura República Centro-Africana: se era potável, salubre ou ambas as coisas. A colonização introduziu formas de acesso à água potável (poços tradicionais, furos e rede de água), e até mesmo a sua melhoria (poços modernos, ordenamento das nascentes). Estas fontes de água são hoje utilizadas de forma complementar, consoante as necessidades. Este trabalho avaliou o acesso à água e ao saneamento em meios rurais, nomeadamente nas escolas, nos centros de saúde ou FOSA e nas aldeias. 9,14% das escolas e 18,33% dos FOSA dispõem de um ponto de água e de uma latrina, enquanto, em média, 1 491 pessoas no país têm acesso a um furo. Estes números revelam baixas taxas de acesso nas zonas rurais que é necessário corrigir. A água representa um grande desafio para o desenvolvimento local através da sua disponibilidade e, sobretudo, da sua qualidade, ameaçada por um ambiente insalubre: proximidade de lixo, águas residuais, latrinas tradicionais, etc. Um contexto que reduz a acessibilidade do recurso. Apesar da diversidade de recursos hídricos, a República Centro-Africana não satisfaz as necessidades nem melhora os serviços de saneamento da sua população.
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