A África Subsariana não é uma terra de assistência perpétua; é o laboratório de uma modernidade que deve ser concebida a partir do seu próprio solo. Perante o fracasso dos modelos tecnocráticos importados e a ilusão de um desenvolvimento concedido pelo 'paternalismo benfeitor', esta obra lança as bases para uma ruptura epistemológica e prática indispensável. A libertação de um povo começa pela desconstrução da sua alienação mental. Alimentado por quase duas décadas de investigação académica e de trabalho no terreno no distrito do Baixo Rio e nas bacias de Boma, o autor desenvolve uma antropologia crítica da responsabilidade. O desenvolvimento endógeno é aqui teorizado não como um catálogo de promessas, mas como um ato de coautoria cidadã. Este tratado é um apelo solene à refundação do vínculo orgânico entre o sistema educativo e o seu território. Dirige-se a professores, alunos, atores e intervenientes do desenvolvimento socioeconómico, decisores e forças vivas dos seus meios de vida e de trabalho. Um pequeno guia para dar continuidade à investigação e à ação.
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