A tolerância no transplante pode ser definida como a sobrevivência normal do enxerto sem imunossupressão, mantendo a imunidade intacta. As estratégias de indução de tolerância (TI) incluem a indução de quimerismo e/ou a deleção clonal. A transfusão específica do dador (DST) e as células estaminais (SCs) têm surgido como estratégias de TI. Neste estudo aberto, paralelo, de dois braços, sob condicionamento não mieloablativo, com DST como primeiro braço e SCs como segundo braço, sem utilização de imunossupressão convencional. A monitorização incluiu SCr (mg/dL), DSA e MLR. Foram planeadas biópsias de protocolo após 100 dias e anualmente nos doentes que assim o desejassem. Em caso de rejeição/DSA/MLR, foi planeada imunosupressão de resgate. A sobrevivência dos doentes nos primeiros 2 anos foi de 100% em ambos os braços; aos 5 anos após o transplante, 80% com SC e 90% com DST. A sobrevivência do enxerto censurada por morte no primeiro ano foi de 100% em ambos os grupos e, aos 5 anos, de 80% com SC e 70% com DST. A média de SCr foi de 1,52 com SC e de 1,97 com DST. Cinco doentes do grupo SC e 3 do grupo DST tiveram TI bem-sucedida. A MLR foi negativa em ambos os grupos. A DSA surgiu em 2 doentes do grupo SC sem disfunção do enxerto e em 4 do grupo DST, causando disfunção do enxerto. Assim, as SCs facilitam a TI na LDRT sob condicionamento não mieloablativo.
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