O Níger é um país do Sahel onde a população, maioritariamente rural, vive das atividades agrícolas. A pecuária é a segunda atividade económica do país. No rescaldo das independências, a quota da pecuária no Produto Interno Bruto nacional ultrapassava os 20%. Com os episódios de seca de 1973 e 1984, essa quota caiu para metade entre 1961 e 2000. O efectivo de gado, principal fator de produção, reduziu-se consideravelmente. Em resposta a estas crises, reveladoras de profundas alterações climáticas, o governo implementou medidas setoriais para melhorar a saúde animal e a hidráulica pastoral. Por seu lado, as sociedades pastorais desenvolveram estratégias de adaptação para sobreviver à escassez de forragens e de água para o gado. Foi assim que, através da mobilidade, a transumância constituiu uma verdadeira saída durante os períodos de escassez. Revela-se, assim, a essência do desenvolvimento sustentável do setor pastoril transumante nigeriano, onde os pastores e os animais poderiam encontrar alguma segurança na grande incerteza da imprevisibilidade que rege os modelos climáticos previstos para os próximos anos.
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