As realidades observadas nas prisões de Bouaké, Daloa, Soubré e Man-Costa do Marfim testemunham um desfasamento entre a função declarada da pena e os seus efeitos reais sobre os detidos. A sobrelotação, a ociosidade e a degradação das condições de vida produzem uma alienação que compromete qualquer perspetiva de reintegração. No entanto, é possível humanizar o ambiente prisional. Esta humanização baseia-se numa combinação de medidas jurídicas, administrativas, sanitárias e sociais destinadas a reduzir a sobrelotação, a restituir a dignidade aos reclusos e a reativar a função da pena. Considerar os reclusos como cidadãos em liberdade condicional significa reconhecer que a sociedade tem interesse em que eles saiam da prisão menos perigosos do que quando entraram. A transformação do sistema prisional da Costa do Marfim não acontecerá de um dia para o outro, mas começa com uma vontade política clara, apoiada por parcerias operacionais e pela mobilização de conhecimentos criminológicos. Um ambiente prisional com um rosto humano não é um luxo; é uma condição prévia para a segurança pública e a coesão social na Costa do Marfim.
AmazonPagina's: 60, Paperback, Edições Nosso Conhecimento
Prijshistorie
* Prijshistorie bevat geen data van Amazon, Amazon Marketplace.
Prijzen voor het laatst bijgewerkt op: