Até onde vai o direito de decidir sobre a própria existência?Uma política pública para o direito à morte desloca o olhar sobre o fim da vida do diagnóstico médico para a trajetória de cada pessoa. A partir do conceito de autonomia existencial, o livro investiga a possibilidade de que uma decisão sobre a continuidade da própria existência também seja compreendida à luz da história vivida, dos vínculos, do sofrimento e do sentido atribuído à própria vida.Ao aproximar filosofia, direito e análise social, a obra examina as condições e os limites dessa decisão. Reconhecer a autonomia diante da morte não significa abandonar a pessoa à própria escolha, mas ampliar a responsabilidade do Estado e da sociedade pela proteção, pelo cuidado, pela justiça e pelas garantias institucionais que devem anteceder uma decisão irreversível.O livro propõe, assim, uma reflexão sobre autonomia, dignidade e finitude, perguntando até onde pode chegar a liberdade de decidir sobre a própria existência e quais responsabilidades coletivas surgem quando essa liberdade alcança seu limite mais extremo.
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