Os acontecimentos de 11 de setembro de 2001, enquanto momento 'Cisne Negro', remodelaram profundamente a filosofia religiosa nos Estados Unidos, trazendo a religião de volta ao centro da vida pública, política e ética, e desafiando a suposição pré-11 de setembro de que a modernidade marginalizaria progressivamente a fé. Na era pós-11 de setembro, o pensamento religioso americano entrelaçou-se cada vez mais com a identidade nacional, a segurança e o propósito moral, particularmente através da religião civil e das narrativas evangélicas que enquadram o conflito global em termos do bem contra o mal. Ao mesmo tempo, a crise intensificou os debates sobre o pluralismo religioso, o diálogo inter-religioso e o lugar do Islão na sociedade americana, gerando tanto uma desconfiança acrescida como um envolvimento teológico e académico mais profundo. As discussões éticas no âmbito da filosofia religiosa expandiram-se para abordar a teoria da guerra justa, a violência, o sofrimento e a providência divina no contexto do contraterrorismo e da política externa, resultando numa transição de uma espiritualidade predominantemente privada para uma perspetiva religiosa mais pública, politizada e com consciência global, moldada pelo medo, pela incerteza e pela busca de clareza moral após o 11 de setembro.
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